Quantos anos você tinha quando descobriu que os produtores de programas de TV, rádio, comerciais e filmes consumiam um universo musical que, durante décadas, ficou restrito ao grande público? Conhecida como Library Music ou música de biblioteca, esse tipo de proposta é gravado num contexto diverso de estilos e configurações de grupo — dentre outras características — num modelo que não tinha objetivo comercial, principalmente porque esse oásis criativo só viu a luz do dia em função da força do sample e do lastro da cultura hip-hop.
No entanto, como esses discos não eram produzidos em larga escala e, consequentemente, lançados, o ponto-chave é entender como se tratava de uma música com propósito, principalmente porque o som agrega valor estrutural à imagem, como numa intersecção entre a imagem e o som. É diferente de ligar para o Egberto Gismonti, por exemplo, e encomendar uma trilha sonora para um documentário. O Egberto que me desculpe, mas aqui o fator decisório também é financeiro. Nessa dinâmica, a música é totalmente composta, imaginada e gravada para não só ilustrar, mas se moldar à teia cinematográfica. E isso custa dinheiro. E não é pouco.
A visão da biblioteca acaba justificando a tradução literal, pois o que os selos faziam era basicamente manter um banco de dados de música. Assim como o Egberto, porém com orçamentos mais apertados, os músicos de estúdio tinham total consciência do quê e para quê estavam gravando. O que mudava era que cada projeto tinha sua própria necessidade. Podia ser uma trilha para um documentário sobre Drogas, sobre vida selvagem ou grooves criados num tear de sintetizadores para servir de vinheta televisiva para um programa da BBC britânica, por exemplo.

Caso surgisse a necessidade, alguém pesquisava no acervo até encontrar o ouro. É bem mais barato do que ligar para o Egberto. Os selos apenas emprestavam as faixas para a TV. O único trabalho é o famoso garimpo. Apesar que o processo de vasculhar as bibliotecas é uma missão que foi facilitada pelo nome descritivo das faixas. Esse detalhe agiliza o processo de busca, pois o nome das faixas tentam explicitar a função que elas pretendem exercer.
A ideia ainda está meio translúcida? Quer um exemplo? Você já assistiu Chaves e Chapolim Colorado, certo? Difícil encontrar um brasileiro que não tenha assistido aos seriados do Roberto Gómez Bolaños. Você sabia que grande parte dos temas principais que rechearam as propostas lúdicas do seriado mexicano podem ser encontrados num selo de Library Music que já foi propriedade do Michael Jackson? É Billie Jean, o barato é louco.
A Bruton Music foi uma biblioteca inglesa fundada em 1977 por Robin Phillips, pioneiro produtor britânico, especialista nesse tipo de abordagem musical. Vale lembrar que ele era membro da KPM Records, uma das principais bibliotecas da europa, que colocou a Alemanha no mapa da cena como um dos celeiros de maior destaque.
Robin Phillips iniciou a Bruton Music em Londres com o objetivo de criar trilhas instrumentais de alta qualidade, voltadas para criar atmosfera no mundo do entretenimento e licenciadas para uso em produções de mídia. Os selos ficaram famosos por suas capas minimalistas, com padrão em grade e logotipo único, tornando-os instantaneamente reconhecíveis.
A Bruton capturou a verve dos sons do final dos anos 70 e 80, desde faixas eletrônicas e experimentais até o grooves açucarado e embebidos no puro suco do funk. Michael Jackson comprou o selo em 1982 e o vendeu três anos depois para o Grupo Zomba. Hoje, o acervo do selo está nas mãos do Grupo Universal Studios, após sucessivas aquisições.
O selo Bruton Music lançou os LP’s “Comedy Situations” (1978) e “Kids and Cartoons” em 1978 e 1979 respectivamente. Esses discos compilam grandes compositores e arranjadores da Library Music, como Brian Bennett, Tony Hymas, Allan Hawkshaw e John Fiddy, por exemplo.
O caso do Chaves e do Chapolim Colorado é interessante, pois ambos eram produzidos pela Televisa, companhia mexicana. Quando foram exibidos no Brasil, o Grupo MAGA (favor não confundir com Make America Great Again) foi responsável pela adaptação na dublagem. O que a história diz é que, em função de problemas técnicos com o material, foi preciso preencher as lacunas com composições diferentes das que foram utilizadas originalmente, e todo o tecido sonoro foi extraído desses dois discos da Bruton Music.
Existiram diversos selos-chave nesse movimento. Podemos citar alguns exemplos primordiais como KPM Music (Alemanha), Bruton Music (Inglaterra) e Montparnasse 2000 (França), por exemplo. Cada um teve sua importância e relevância no mercado, revelando craques que, com a difusão desse universo, começam a ganhar o devido reconhecimento. Um dos maiores exemplos disso é Janko Nilovic, o “Who’s Bad” da Library Music.
Janko nasceu em 1941 na Embaixada Francesa da Turquia. Isso aconteceu porque seu pai trabalhou no país por mais de 35 anos. Vale lembrar que o Nilovic sênior era montenegrino, mas mesmo assim a família fixou residência na Turquia e, aos 7 anos, Janko já falava seis idiomas fluentemente, antes mesmo de entrar na escola.
Foi em Istambul que ele teve seus primeiros trabalhos como pianista profissional. Quando completou 20 anos, foi para Paris — e foi lá que conheceu a Sforzando e a Montparnasse 2000.
A Library Music entrou na vida de Janko Nilovic em 1969. Começou na Sforzando, um selo menor, e logo depois passou para a Montparnasse, onde ele fechou um excelente contrato para gravar 20 discos para o selo parisiense.
Antes de entrar nesse mundo, no entanto, Janko trabalhou majoritariamente como arranjador para uma infinidade de projetos, desde trilhas sonoras até colaborações com diferentes artistas. O que mudou com o início dessa fase foi que o artista teve carta branca para fazer o que quisesse. Ele teve o melhor dos dois mundos: orçamento, estúdios com os equipamentos mais modernos e um time habilidoso de músicos preparados para gravar o que fosse preciso.
E o mais interessante é que conforme os meios de comunicação em massa foram tomando cada vez mais espaço, a Library Music ganhou mais destaque, principalmente por que considerando o dinamismo do mercado, novos programas de rádio e TV estavam estreando o tempo todo e a música foi gravada em ritmo industrial uma vez que a Library Music atingiu seu auge, entre o começo da década de 1960 e o final da década seguinte.
Gravações em trio, com orquestra, música clássica, quarteto, grupos de corda, Jazz, música brasileira — enfim, tudo isso acabou entrando na linguagem musical única que Janko desenvolveu. O resultado é um som totalmente único e inclassificável, que finalmente começa a circular pelo mundo, com uma boa ajudinha da internet para revelar a força incomensurável de seu espólio.
Vale lembrar que Janko está com 84 anos de idade e, em função de limitações físicas, ainda trabalha com composição, mas sem tocar ao vivo já há alguns anos, devido à idade avançada e complicações relacionadas à artrite.
Graças ao DJ Gérôme Molleton, foi possível estabelecer contato com o Janko. DJ, Beatmaker, apresentador de programa de rádio, Manager do próprio Janko e da gravadora/selo Broc Recordz, DJ DIPIZ (nome artístico) não só fez a ponte como também apresentou um disco feito ao lado do Janko, envenenando loops de Hip Hop aos 75 anos de idade, já que o LP “Supra Hip Hop Impressions” foi lançado em 2016. O cidadão não cansa de surpreender.
E a figura do DIPIZ e da Broc Recordz é essencial para que toda essa história possa continuar sendo contada. Vale lembrar que como os LP’s de Library Music não tinham objetivos comerciais, a produção dos vinis não era a mesma de um disco Pop, por exemplo, por isso é normal entrar no Ebay e se assustar com alguns dos valores, ainda mais se tratando das prensagens originais.
Outro motivo pelo qual essa entrevista é fundamental é que apesar de Janko ser um dos maiores ases da música de biblioteca, existe um certo nível de dificuldade para encontrar suas gravações, já que além de assinar como Janko Nilovic, ele possuía diversos pseudônimos, como Alan Blackwell, Andy Loore, dentre tantos outros.
Uma das poucas lendas da Library Music que ainda caminham sob a Terra, o pianista e arranjador concedeu uma rara entrevista para a Intercommunal Music, e o resultado você confere logo abaixo. Trata-se de uma oportunidade única para compreender sua linguagem musical única e que com certeza causou uma marca indelével na indústria, caminhando com rara beleza, sentimento e swing, entre o Funk/Soul, Psicodelia, música orquestrada e tantos outros ritmos do mundo, que Janko abraçou como se fossem seus.
É impossível ouvir algumas gravações contemporâneas sem se lembrar do Janko. Sejam elas instrumentais ou samples advindos de uma AKAI. Até o Alchemist, que é possivelmente um dos maiores beatmakers do planeta já sampleou o maestro. Quando ele lançou Alfredo, junto do Freddie Gibbs em 2020, um dos samples selecionados para essa gema foi “Ta Voix Du Fond Des Ondes”, do disco “Vocal Impressions”, lançado em 1971. É como se ele fosse o músicos dos músicos.

1. Para começar, gostaria de te perguntar sobre a música turca. Quando ouvi seus discos pela primeira vez, fiquei muito impressionado com a forma como você lida com groove, percussão, psicodelia e jazz. Em minha pesquisa, descobri que tudo isso está profundamente conectado à sua própria história de vida. Você poderia falar sobre como a música turca influenciou sua abordagem ao jazz e ao funk?
A música turca, apesar de sua monofonia, é muito rica em termos de modos. Eu aprendi a inseri-los em minhas composições. Assim como Dave Brubeck foi influenciado pelos ritmos balcânicos, temas e compassos compostos — exemplo: o disco EURASIA, que posteriormente recebeu o título TIME OUT — com compassos em 5, 7, 9 e 11 tempos.
Tendo vivido por 20 anos na Turquia, em Istambul (na Embaixada da França, onde meu pai trabalhava), assimilei e apliquei música balcânica em vários dos meus discos. Ter um pai montenegrino, uma mãe grega e ter vivido na Turquia explica minha natureza balcânica, sendo os três países parte de mim. Por outro lado, a partir dos 14 anos passei a me interessar por música ocidental, incluindo Rhythm’n’Blues e Rock’n’Roll.
1.1. É evidente que você também foi influenciado pela música americana. Você poderia falar sobre o “swing flavor” que trouxe ao seu trabalho — criando texturas no funk com wah-wah, psicodelia e percussão — mostrando uma clara influência da soul music da Motown, por exemplo?
De fato, fui muito influenciado pelo Jazz e pelo Swing desde o período do Birth of the Cool (Miles Davis / 1948–1949). Fiquei também muito feliz em visitar a TAMLA MOTOWN em Los Angeles, em 1982, onde fui muito bem recebido.
Foi somente quando cheguei à França, em 1960, que comecei a compor. Minha primeira obra de Jazz foi JAZZ IMPRESSIONS, gravada em 1970 e incluída no catálogo da Music Library da MP 2000. Desde o início combinei música balcânica, R&B e música latina em meus trabalhos. Ao mesmo tempo, compus peças clássicas para piano e música de câmara a partir de 1960. Sempre privilegiei a percussão, assim como os sintetizadores e as novas técnicas de gravação.
1.2. Observando as ideias desenvolvidas no jazz, eu também gostaria de saber como o Bebop foi importante na formação da sua linguagem musical e abordagem.
Deixei a escola aos 15 anos para me dedicar exclusivamente à música. Fiz grandes progressos no piano clássico e, ao mesmo tempo, formei meu primeiro trio de Jazz um ano depois, aos 16 anos. O repertório consistia em músicas de Jazz e Rhythm’n’Blues, e fazíamos grande sucesso.
Um dia, um amigo me convidou para um clube onde uma excelente orquestra tocava música latina, jazz, tango e música cigana. Fiquei impressionado com a virtuosidade dos músicos, que tinham entre 25 e 40 anos. Foi ali que descobri o Bebop, entre outras coisas que depois me permitiram usar esse estilo, por exemplo, em JAZZ IMPRESSIONS. Meus favoritos eram Charlie Parker, Dizzy Gillespie, Clifford Brown, Oscar Peterson e outros.
Naquela noite, pedi para tocar algumas músicas. Fui ao piano cantar Jazz, Blues e Rock. Minhas primeiras músicas foram Night and Day, depois Blue Monday e Long Tall Sally. O público enlouqueceu. O diretor estava presente, apreciou muito minha apresentação e imediatamente me ofereceu tocar lá todas as noites. Foi assim que me tornei profissional, com um bom salário. Mais tarde substituí o pianista e me tornei membro permanente da orquestra. Aos 16 anos e meio, foi uma escola maior que a própria vida.
2. Você gravou muita Library Music sob diferentes pseudônimos e grupos. Como você entrou nesse universo?
Foi por acaso que conheci o diretor artístico da MP 2000; ele era meu vizinho de porta. Ao me ouvir tocar piano, bateu à minha porta para dizer o quanto apreciava minha música. Após uma longa conversa, sugeriu que eu colaborasse com a MP 2000 para produzir discos. Foi o início de uma longa lista de gravações para o selo. Quanto aos pseudônimos, todos foram criados pelos produtores e diretores. Não sei o motivo.
2.1. Como foi para você experimentar novas tecnologias, instrumentos e arranjos nessas sessões?
Assim que surgiam novas tecnologias e instrumentos, eu os utilizava. Passei do mono para 3, depois 4, 8, 16, 24 e 32 pistas. Sempre estive atento às novas técnicas e tirei proveito delas nas composições e nos arranjos.
2.2. Pensando na qualidade dos músicos e estúdios, essa liberdade moldou a singularidade do seu som?
Sempre trabalhei com os melhores músicos e estúdios de Paris; isso fazia parte do meu contrato com a editora. Era uma exigência para se obter qualidade musical e sonora.
3. Muito da Library Music veio à tona por causa do hip-hop e da cultura do sample. Você foi amplamente sampleado ao longo dos anos. Como vê esse retorno? E como foi viver isso — ver sua música ser redescoberta e ter tantos discos dos anos 60 e 70 relançados?
Fiquei muito surpreso com o sucesso que meus discos de Library Music me trouxeram. O primeiro sample foi D.O.A., do Jay-Z. Depois vieram Dr. Dre, Kendrick Lamar, Kanye West e outros. Atualmente recebo cerca de seis pedidos de sample por mês. No total, devo ter mais de 150 samples licenciados e cerca de 35 milhões de streams nos meus 40 álbuns. Reconheço que é um grande privilégio ver meu repertório ser revitalizado.
3.1.Entre os discos dos anos 60 e 70, quais foram seus favoritos?
Minha primeira grande lembrança é de 1970, quando criei minha primeira Big Band, GIANT — Janko Nilovic Band — com 45 músicos e backing vocals. Compus para esse projeto as faixas que aparecem no disco GIANT, também conhecido como JAZZ IMPRESSIONS.
Depois vieram POP & IMPRESSIONS e FUNKY TRAMWAY, gravado na Bélgica. Os arranjos eram muito variados; foi um prazer enorme realizar esses trabalhos.
4. Muitos livros apontam os anos 70 como a era de ouro da Library Music. Como era aquele ambiente?
A Library Music começou a ganhar força em 1969, quando fiz meus primeiros discos com Neuilly e Sforzando / Tele Music. Depois assinei contrato com a MP 2000. Sempre trabalhei com os melhores músicos de Paris e também com jovens músicos.
Uma história: chamei um jovem baterista muito talentoso, mas ele tremia tanto que tomou um copo de conhaque achando que ajudaria. Não ajudou. Ele não conseguiu tocar e tive que substituí-lo imediatamente.
4.1. Como os projetos normalmente chegavam até você?
Às vezes uma ideia, um país, uma cultura, uma caminhada, uma viagem, um estilo musical ou até um passeio de carro me inspiravam. Depois sentava ao piano com lápis e borracha, escrevia as ideias na partitura e chamava o copista e o produtor, que convocavam os músicos e marcavam o estúdio.
4.2. Como era a cena de Library Music na França e na Europa?
Antes do meu primeiro álbum PSYC’IMPRESSIONS, existia muita “música industrial ou repetitiva”. Minha condição ao assinar com a MP 2000 foi ter liberdade total para escolher minhas composições e modernizar o catálogo.
5. Suas raízes montenegrinas e gregas influenciaram sua identidade musical?
Tenho muito orgulho de ter assumido minhas origens balcânicas ao mundo. Montenegro chegou a me conceder uma distinção como representante do país.
6. Você concorda que música dá valor estrutural à imagem?
Minha música sempre foi imaginativa. Escolho temas que evoquem paisagens, natureza, animais e esportes, como no álbum WATER SHOW. Infelizmente cineastas raramente me procuram; sempre usam os mesmos compositores. Apesar disso, escrevi algumas trilhas.
7. Como a música clássica influenciou sua abordagem?
Desde jovem pratiquei música clássica: violino, flauta, piano e órgão. No início de 2025 finalizei meu Concerto para Piano e Orquestra e a mini-ópera Quando Scende la Sera. Escrevi mais de 50 obras clássicas. Devido à idade e às limitações físicas, hoje me limito a composições menos exigentes.
8. Como você descreve a cena musical francesa dos anos 60?
Fora a música clássica, a música francesa ainda luta por reconhecimento internacional. Algumas exceções são Maurice Jarre e Michel Legrand no cinema, além de canções como Autumn Leaves, I Wish You Love e My Way. A França é principalmente conhecida pela música clássica; o público consome muito canção popular.
9. Você chegou a assistir ao documentário Saravah (1969)? Como conheceu a música brasileira?
A música brasileira e cubana sempre me encantaram e influenciaram. Inspirei-me nelas em faixas como “Hommage à Pelé” (do disco “Chorus”, lançado em 1974) e “Samba Dio” (presente no LP “Super America”, lançado em 1976. Não vi Saravah. Descobri a música latina ainda criança. Dançava com minha irmã e ganhamos primeiros prêmios. Minha segunda paixão é a dança, especialmente o tap dance (sapateado).
10. Como você vê a troca de influências entre EUA e o resto do mundo?
Nos EUA, cinema, musicais, jazz, R&B e rock influenciaram o mundo inteiro, graças à estrutura gigantesca da indústria. A Europa é mais ligada à música clássica, ópera, dança, teatro e pintura.
11. Seus arranjos criam movimento e espaço, como se ajudassem a faixa a respirar. Como você trabalha isso?
Minha visão da música é simples, clara e moderna. Deve expressar emoção e humanidade. Muitos compositores buscam “vanguarda” a qualquer custo e transmitem tristeza. Eu busco modernidade do meu jeito.
12. Por fim, fale sobre timbre e experimentação.
Tive a oportunidade de usar e testar os instrumentos mais modernos assim que surgiam: Hammond, Clavinet, Rhodes, Moog, entre outros. Sempre procurei novidades, mas com moderação. Quanto à música eletrônica e concreta, não tenho opinião formada. Cada um tem seu caminho.
BIS
Fiquei emocionado quando soube que pousaríamos no Aeroporto ANTÔNIO CARLOS JOBIM, no Rio de Janeiro. Que alegria ouvir o nome desse artista cuja música tanto respeito e admiro. Conheço e toco quase todas as canções de seu repertório. Nos outros aeroportos do mundo, é comum a utilização de nomes de políticos corruptos para este fim. Toquei lá com um quarteto. Quero voltar um dia.
Saudações, Janko Nilovic