10 lançamentos recentes e relevantes

Que valem o seu tempo! Curadoria fina, confia.

Selecionamos alguns álbuns lançados em 2026 que valem o seu tempo. Confira nossa lista abaixo e não deixe de seguir nossa playlist 26, constantemente atualizada.

Joshua Chuquimia Crampton

Anata

INDEPENDENTE

folk andino, distorcido, psicodélico e espiritual

Metade dos Thuthanaka, Joshua Chuquimia Crampton dedica seu novo disco à Anata, cerimônia ancestral que celebra o despertar da Pachamama através da água, das cores e da fertilidade da terra.

Ana Roxanne

Poem 1

Kranky

dream pop etéreo, canções fantasmagóricas, lamento intimista

Em Poem 1, Ana Roxanne se afasta da abstração de seus trabalhos anteriores para se expor em canções minimalistas, sensíveis e quase fantasmagóricas, abordando transformações profundas em sua vida recente. Seis anos após seu último álbum, a artista retorna com um álbum diferente, consistente e profundamente belo.

Seefeel

Sol.Hz

Warp Records

shoegaze dub em estado de condensação

Seefeel, nos anos 90, misturou ambiência eletrônica com a distorção do shoegaze e um dub pós-punk, mas foi se afastando do rock a cada disco, até a quase total ausência de elementos do gênero em (Ch-Vox) (1996), último álbum antes do hiato da banda. Sol.Hz reúne tanto o som do grupo nos anos 90 quanto a sonoridade pulsante característica de seus lançamentos desde a reunião, em 2011.

Aldous Harding

Train on the Island

4AD

folk alternativo, baladas surrealistas, com ternura e estranhamento

“Estou me salvando comendo pedras e plantas / Eu rezo pelo incel.” Com letras psicodélicas e aparentemente sem sentido, no quinto álbum da neozelandesa Aldous Harding a escuta continua sendo extremamente agradável e eventualmente surpreendente, além da qualidade em seus arranjos e na voz, até para quem acha a postura dela “estranha demais”.

upsammy & Valentina Magaletti

Seismo

PAN

eletrônico a acústico, polirritmia futurista

Gravado a partir de improvisações no Rijksmuseum, o disco mistura a percussão de Valentina Magaletti com percussões digitais da produtora upsammy (Thessa Torsing). Glitches e atmosferas nebulosas em uma experiência hipnótica e imprevisível. Extremamente dinâmico e bem arquitetado para dissolver as fronteiras entre o digital e o acústico, entre o tenso e o delicado.

feeble little horse

bitknot

Saddle Creek

mistura caótica de shoegaze, noise pop, glitch e indie rock digitalizado

Gravado caseiramente pelos próprios integrantes em Pittsburgh, o no do feeble little horse transforma ansiedade online, consumismo e hiperconectividade em canções ruidosas, com sintetizadores e melodias fragmentadas. Entre guitarras saturadas e produção hiperativa, a banda cria um som emotivo, estranho e profundamente contemporâneo.

youbet

youbet

Hardly Art

virtuosismo comedido em um pop rock emocionalmente em colapso

Folk pop descontinuado por rajadas de guitarra ou por pequenos detalhes que fazem o novo trabalho do youbet soar como indie rock tradicional sendo lentamente corroído pela ansiedade moderna. O duo faz mudanças inesperadas de direção de uma delicadeza melosa ao colapso com enorme naturalidade e qualidade técnica.

أحمد [Ahmed]

Play Monk

OTOroku

expressionismo rítmico, free jazz, radical e passional

Mais um incrível exercício de desconstrução e reconstrução do grupo Ahmed. Após seis lançamentos reinterpretando a obra de Ahmed Abdul-Malik, o coletivo agora se volta ao repertório de Thelonious Monk, com quem Abdul-Malik tocou intensamente no fim dos anos 1950. Composições clássicas de Monk transformadas em longas improvisações espirituais, densas e completamente imprevisíveis.

Lavurn

Baby It Cold Outside

Motion Ward

R&B futurista, moderno, dub urbano e melancolia

Fortemente recomendado para fãs de Dean Blunt e afins: o novo trabalho do produtor de Toronto Lavurn Lee, que também é FAKE e Cassius Select. “Baby It Cold Outside é uma declaração apaixonada e melancólica ao virar do milênio e àqueles que ajudaram a nos mostrar o caminho.” Rock claramente feito por um produtor de música eletrônica. Nada caricato, talvez assombroso, e com certeza delicado e comovente.

Nashpaints

Everyone Good is Called Molly

MIRRORWORLD

Indie folk com cheiro de nicotina ou um sonho febril

Everyone Good is Called Molly soa como uma ressaca emocional traduzida por melodias tortas em canções íntimas, estranhas e incrivelmente cativantes. Entre o lo-fi e um folk desleixado e confissões quase sonâmbulas, Nashpaints cria em seu segundo uma história que deve cativar especialmente quem se conectou ao romantismo decadente e assombrado de Cindy Lee. “Três pessoas vão morrer ouvindo este álbum”.

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